Caro Pesão (caro mesmo. Muito mais do que se imagina),

Tocada com seu pedido de sugestão, ouso levantar aqui algumas humildes hipóteses:

  • Procure o Cabral, seu amigo. Pergunte a ele sobre  o dinheiro dos impostos. Pode ser que ele te dê alguma luz.
  • Pergunte também sobre o combustível das viagens de helicóptero que ele usava para ir à Angra. O mesmo que voltou para buscar seu cachorrinho, olha que fofo.
  • Peça o anel de oitocentos mil reais. Bote no prego. Já é uma ajuda e paga muitos salários.
  • Suspenda os privilégios dados aos ricos. Aliás, só por curiosidade, essas termas que conseguiram dispensa de impostos, você frequenta? É cliente? Em que sentido exatamente elas são essenciais para o estado?
  • Por que só com povo você mexe? E as isenções fiscais? Por que os ricos e corruptos você se faz de surdo, cego e finge que não vê?
  • Há males que vêm para o bem. Penso assim. Não foi o seu  caso, não é mesmo, governador? Ao saber de sua doença, tive a esperança de que você se comovesse com os que não têm o mesmo conforto, o mesmo tratamento, a mesma alimentação rica. Os que não tem a tranquilidade de ter a medicação no dia certo. Com os que nunca vão conseguir a cura por falta de absolutamente tudo.
  • Pensei, com uma ingenuidade virginal, agora que ele sentiu na pele, vai entender nosso lado. Vai voltar mais humano. Contei com um novo olhar. Dessa vez com mais empatia. Me enganei, não foi?
  • Quer arranjar dinheiro? Não busque nos pobres. Nós já demos e damos o pouco que os impostos nos tiram.
  • Busque nos que levaram. Nos que deram sumiço na grana. Que nome tem o ralo que nos levou à falência? Vá nos reais culpados. Chega de só mexer no nosso. Basta. O povo honesto está farto. A gente já está até assado.
Comente com Facebook

Se quiser conhecer meus livros